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Você sabe como surgiu a Squier e por que o nome aparece em guitarras e baixos tão parecidos com alguns dos modelos mais famosos da Fender?
Para entender essa história, precisamos voltar muito antes das primeiras Stratocaster e Telecaster com o nome Squier no headstock. Na verdade, a origem da Squier está no século XIX e começou em um universo bastante diferente daquele das guitarras elétricas.
Décadas mais tarde, o nome entraria para a história da Fender e seria fundamental em um período de grandes mudanças no mercado de instrumentos musicais, especialmente durante o crescimento da indústria japonesa no início dos anos 1980.
Quem entra na Openstage encontra diferentes guitarras e baixos Squier, desde instrumentos voltados a quem está começando até linhas que despertam o interesse de músicos mais experientes. Conhecer a história por trás da marca ajuda a entender por que ela ocupa esse espaço tão particular dentro do universo Fender.
Pronto para descobrir essa história? Então vamos lá. Neste post, vamos responder:
A história da Squier começou muito antes das guitarras elétricas que conhecemos atualmente. O nome está ligado a Victor Carroll Squier e à V.C. Squier Company, fundada em Battle Creek, Michigan, nos Estados Unidos, no final do século XIX.
Victor vinha de uma família ligada à construção e manutenção de instrumentos. Seu pai, Jerome Bonaparte Squier, havia aprendido a arte da fabricação de violinos, conhecimento que também faria parte da trajetória profissional do filho.
Em 1890, Victor Carroll Squier estabeleceu seu próprio negócio em Battle Creek. Com o desenvolvimento da empresa, a fabricação de cordas ganhou importância e o nome Squier passou a ficar associado a esse segmento.
Esse é um detalhe interessante porque muda completamente a maneira como enxergamos a origem da marca. A Squier que hoje relacionamos imediatamente a Stratocaster, Telecaster, Precision Bass e Jazz Bass tem suas raízes em uma empresa que existia muitas décadas antes desses instrumentos serem criados.
Portanto, quando você vê o nome Squier no headstock de uma guitarra atual, está olhando para um nome cuja história começou bem antes de sua associação com a Fender.
Não. A origem da Squier não está na fabricação das guitarras e baixos que conhecemos atualmente, mas principalmente na produção de cordas e na tradição da família Squier com instrumentos de cordas.
Essa diferença é importante para entender a cronologia da marca. A empresa de Victor Carroll Squier surgiu em 1890, enquanto a Fender só seria fundada muitas décadas depois e desenvolveria instrumentos que mudariam a história da música a partir de meados do século XX.
Portanto, a Squier não foi originalmente criada pela Fender como uma linha econômica de guitarras. O que aconteceu foi uma transformação de um nome já existente, que posteriormente passou a fazer parte dos negócios da Fender.
Essa história ajuda a explicar algo que costuma gerar confusão entre músicos: existem, na prática, duas fases muito diferentes quando falamos em Squier. A primeira está relacionada à antiga V.C. Squier Company e às cordas. A segunda, que começa décadas depois, está diretamente relacionada às guitarras e baixos Fender.
A ligação entre Squier e Fender começou em 1965, quando a V.C. Squier Company foi adquirida pela Fender. Naquele mesmo ano, a própria Fender passou por uma transformação importante, com a venda da empresa de Leo Fender para a CBS.
O nome Squier passou, portanto, a fazer parte do patrimônio de marcas ligado à Fender. Porém, isso não significa que imediatamente começaram a surgir Stratocaster e Telecaster Squier.
Durante algum tempo, o nome continuou relacionado principalmente às cordas. Posteriormente, a Fender deixou de utilizá-lo dessa maneira, e Squier ficou praticamente adormecida como marca.
Foi somente no início dos anos 1980 que esse nome voltaria a ter uma função estratégica. E é justamente nesse momento que começa a história da Squier como a maioria dos guitarristas e baixistas conhece atualmente.
A Squier foi transformada em uma marca de guitarras e baixos no início dos anos 1980 em um momento em que a Fender precisava responder às mudanças do mercado internacional. Fabricantes japoneses produziam instrumentos inspirados nos clássicos americanos com qualidade cada vez mais competitiva, enquanto a própria Fender enfrentava desafios em sua produção nos Estados Unidos.
Quando William Schultz assumiu a presidência da Fender em 1981, uma das estratégias adotadas foi reorganizar a fabricação americana e, paralelamente, estabelecer uma operação no Japão. A Fender Japan foi criada em março de 1982.
Havia uma oportunidade evidente: em vez de simplesmente observar outras empresas produzindo instrumentos inspirados em seus desenhos históricos, a Fender poderia participar diretamente desse mercado.
O nome Squier, que já pertencia à Fender, oferecia uma solução interessante. Ele permitia criar uma identidade própria para uma linha de instrumentos que mantinha uma ligação oficial com a empresa e com seus projetos históricos.
É por isso que dizer simplesmente que “a Fender criou a Squier como sua marca barata” deixa de fora uma parte importante da história. O surgimento das guitarras Squier está ligado a uma mudança profunda no mercado mundial de instrumentos e à estratégia da Fender para enfrentar aquela nova realidade.
O Japão havia se transformado em um importante centro de fabricação de instrumentos musicais, com fábricas capazes de produzir guitarras de ótima construção. Ao mesmo tempo, diversas empresas japonesas já fabricavam instrumentos fortemente inspirados nos modelos clássicos americanos.
A Fender respondeu criando a Fender Japan em 1982, em parceria com empresas japonesas, e a fábrica FujiGen passou a ter papel importante na produção. A ideia permitia à Fender atender o mercado japonês e manter instrumentos em fabricação enquanto sua estrutura produtiva nos Estados Unidos passava por reorganização.
Foi nesse contexto que surgiram os primeiros instrumentos que carregariam o nome Squier. Inicialmente, eles foram destinados ao mercado europeu e utilizavam versões dos desenhos clássicos da Fender.
Isso explica por que as antigas Squier japonesas ocupam um capítulo tão particular na história da marca. A produção japonesa não foi um detalhe secundário: ela está diretamente ligada ao nascimento da Squier moderna.
Pouco depois, instrumentos japoneses também chegaram ao mercado americano. A Fender percebeu que Squier poderia funcionar não apenas como uma solução circunstancial, mas como uma marca com identidade e espaço próprios dentro de sua estrutura.
Os primeiros instrumentos Fender Squier Series produzidos em 1982 revisitavam alguns dos projetos mais importantes da história da Fender. A linha inicial incluía versões de Stratocaster, Telecaster, Precision Bass e Jazz Bass inspiradas em instrumentos clássicos das décadas de 1950 e 1960.
Entre os primeiros modelos estavam Stratocaster inspiradas em 1957 e 1962, uma Telecaster inspirada em 1952, Precision Bass baseados em 1957 e 1962 e um Jazz Bass inspirado em 1962.
Isso também ajuda a entender a identidade que a Squier desenvolveria posteriormente. Desde o início de sua fase como fabricante de guitarras e baixos, a marca esteve profundamente ligada aos formatos históricos da Fender.
Stratocaster, Telecaster, Precision Bass e Jazz Bass não eram apenas instrumentos conhecidos: eram projetos que já haviam ajudado a definir boa parte da linguagem da guitarra e do baixo elétrico.
Com o passar das décadas, a Squier ampliou muito seu catálogo, recebeu diferentes séries e passou por diferentes países de fabricação. Mas a ligação com os desenhos clássicos da Fender continuou sendo uma de suas características mais reconhecíveis.
A Squier pertence ao universo Fender, mas Squier e Fender são utilizadas como marcas distintas dentro do catálogo. É por isso que você encontra instrumentos com o logotipo Squier acompanhado da expressão “by Fender”, ao mesmo tempo em que outros instrumentos carregam diretamente o nome Fender.
Não se trata, portanto, de uma cópia não autorizada de uma Stratocaster, Telecaster, Precision Bass ou Jazz Bass. A Squier faz parte da estrutura da Fender e utiliza oficialmente esses desenhos.
Isso também explica por que a pergunta “Squier é Fender?” aparece com tanta frequência entre quem está pesquisando a primeira guitarra ou o primeiro baixo. Visualmente, muitos modelos compartilham formatos, conceitos e nomes históricos.
O posicionamento dos instrumentos, componentes, acabamentos, locais de fabricação e especificações pode variar bastante entre as linhas. Por isso, comparar apenas os nomes Fender e Squier nem sempre conta toda a história de um instrumento.
Dentro da própria Squier existem propostas diferentes. Alguns modelos são pensados para tornar o primeiro contato com uma guitarra ou baixo mais acessível, enquanto outras séries exploram especificações, acabamentos e referências históricas capazes de interessar também músicos que já possuem experiência.
A importância da Squier está na possibilidade de levar alguns dos desenhos mais reconhecidos da Fender a diferentes perfis de músicos. Isso permitiu que Stratocaster, Telecaster, Precision Bass, Jazz Bass e outros conceitos históricos chegassem a um público muito mais amplo.
Essa função ficou evidente já nos primeiros anos. O sucesso dos instrumentos japoneses mostrou à Fender que a Squier poderia funcionar como uma marca própria e não apenas como uma solução temporária para um momento específico do mercado.
Ao longo das décadas seguintes, a marca cresceu e passou a ocupar diferentes espaços. Para muitos músicos, uma Squier representa o primeiro contato com os formatos clássicos da Fender. Para outros, determinados modelos oferecem características interessantes para gravações, shows, modificações ou simplesmente para ampliar a coleção.
A própria variedade atual mostra como a marca evoluiu. Squier deixou de significar apenas “uma alternativa mais acessível” e passou a reunir famílias de instrumentos com propostas distintas.
Entender essa trajetória também ajuda na hora da compra. Em vez de avaliar uma guitarra ou baixo apenas pelo logotipo, vale observar a série, construção, captação, ponte, braço, escala, acabamento e, principalmente, como aquele instrumento responde nas suas mãos.
A história da Squier é muito mais longa e interessante do que pode parecer à primeira vista. O nome nasceu no século XIX, esteve ligado à fabricação de cordas, passou para a Fender em 1965 e ganhou um novo significado em 1982, quando começou a aparecer em guitarras e baixos produzidos no Japão.
Se você está procurando sua primeira Squier, quer conhecer outras linhas da marca ou deseja comparar diferentes guitarras e baixos, converse com os especialistas da Openstage. Você pode visitar a loja em Porto Alegre ou falar com nossa equipe online para escolher seu instrumento e receber em qualquer lugar do Brasil.
Conteúdo desenvolvido por Lucas de Paula para Openstage.
